Preste Atenção:





'' Este Blog não responde a perguntas sobre saúde na caixa dos comentários - não sou Médica -. É apenas um divulgador de informação. As fontes dos textos, tais como os autores que os escreveram, estão inseridos em cada postagem - source -. Muitos assuntos serão repetidos vezes sem conta em estilos diferentes. Tudo isto tem como propósito um estudo mais aprofundado e uma tomada de consciência mais alargada. Para encontrar o assunto de seu interesse, busque em etiquetas.''


Mostrar mensagens com a etiqueta Cistite. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cistite. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira

Cistite: Tratamentos e Causas

Para ler mais e, dentro do mesmo assunto e com mais informações neste blogue: CLIQUE 

Clique

A cistite é uma infecção bacteriana da bexiga, que se caracteriza por uma necessidade urgente de urinar. As bactérias patogénicas acumulam-se em quantidade excessiva na urina e causam uma disfunção das paredes da bexiga. Os sintomas da cistite são dores no abdómen e no fundo das costas, micções frequentes e dolorosas, sangue ou pus na urina e febre.

As infecções da bexiga são muito mais frequentes nas mulheres do que nos homens, em virtude da sua anatomia. Nos homens, uma infecção urinária pode ser sinal de um problema mais grave como a prostatite.

Causas da Cistite

As bactérias migram para a uretra e para a bexiga. Há vários factores que podem contribuir para o aparecimento de Cistite:

  •     Limpar os órgãos genitais de trás para a frente.
  •     As vaginites e as infecções micóticas.
  •     As relações sexuais.
  •     A utilização de um diafragma.
  •     As alergias alimentares.
  •     Os medicamentos e a radioterapia.
  •     A irritação causada por instrumentos clínicos de diagnóstico.
  •     As consequências de um cateterismo.

Tratamentos Cistite

Antibióticos.


Problemas nos Tratamentos Cistite

Embora os antibióticos aliviem a infecção, não tratam a causa. Ora, a cistite é muitas vezes recidivante. Os antibióticos favorecem as infecções micóticas e agravam o problema.

Remédios Naturais e Alimentação Cistite

  •     O espargo estimula a função renal.
  •     O sumo de cereja ajuda a aliviar as infecções e diminui a frequência das micções.
  •     O sumo de arando. (Comprado numa loja de produtos naturais. As marcas comerciais contêm demasiado açúcar). O arando contém ácido quínico e ácido benzóico, assim como substâncias bacteriostáticas que passam para os rins e para o sistema urinário sem serem alteradas. O sumo de arando aumenta a acidez da urina, criando um ambiente pouco propício à proliferação das bactérias patogénicas.
  •     O pepino, o espargo, a salsa, a melancia e o agrião estimulam a função renal e ajudam a eliminar as impurezas e a limpar o sistema.

Evite a cafeína, o álcool, as especiarias e as bebidas gaseificadas. Beba água destilada a vapor, na dose de 8 a 10 copos por dia.

Suplementos para ajudar no Tratamento Cistite

  •     A vitamina C, na dose de 1000 mg 4 vezes por dia, actua como diurético.
  •     A vitamina B6, na dose de 100 mg 3 vezes por dia, actua como diurético.
  •     O picolinato de zinco, na dose de 50 mg 2 vezes por dia, contra as infecções.
  •     A vitamina A, beta-caroteno, na dose de 25 000 U.I. 2 vezes por dia.
  •     A vitamina A, óleo de peixe, na dose de 25 000 U.I. 2 vezes por dia.
  •     A acidofila revestida, na dose de uma cápsula de gel 3 vezes por dia antes das refeições.

Plantas tratamento Cistite

  •     As barbas de milho expulsam as bactérias da bexiga e diminuem os espasmos.
  •     As bagas de zimbro ajudam a restaurar a função renal.
  •     A raiz de malvaísco torna a urina mais ácida e inibe o desenvolvimento das bactérias.
  •     O chá de dente-de-leão ajuda a aliviar as dores na bexiga.
  •     O escalracho tem um efeito benéfico no sistema urinário.
  •     A uva-ursina fortalece e tonifica as vias urinárias.

  • O GABA (ácido gama-aminobutírico), na dose de 500 mg 2 vezes por dia, inibe a resposta dos músculos lisos do sistema genitourinário.
Dicas em caso de Cistite

  •     Urine quando sentir necessidade, caso contrário aumenta os riscos de infecção urinária.
  •     Limpe os órgãos genitais da frente para trás para evitar a contaminação.
  •     Use roupas interiores de algodão.
  •     As mulheres devem beber água e urinar antes e depois das relações sexuais.

Recomenda-se às mulheres que utilizam um diafragma e que sofrem de infecções urinárias frequentes, como a cistite, que consultem o seu ginecologista relativamente a outros métodos de contracepção.


sábado

CRANBERRY / ARANDO

 

 NO TRATAMENTO E PREVENÇÃO DAS INFECÇÕES DO TRATO URINÁRIO

Por, Poliana Teixeira
 Farmacêutica especialista em Antroposofia e Homeopatia
(source)

1.      Aspectos gerais da Infecção do Trato Urinário

A Infecção do Trato Urinário (ITU) é uma patologia freqüente, que ocorre em todas as idades, do neonato ao idoso. Durante o primeiro ano de vida, devido ao maior número de malformações congênitas acomete preferencialmente o sexo masculino. A partir deste período, durante toda a infância e principalmente na fase pré-escolar, as meninas são acometidas 10 a 20 vezes mais do que os meninos. Na vida adulta, a incidência se eleva e o predomínio no sexo feminino se mantém, com picos de maior acometimento no início ou relacionado à atividade sexual, durante a gestação ou na menopausa, de forma que 48% das mulheres apresentam pelo menos um episódio ao longo da vida. Na mulher, a susceptibilidade se deve à uretra mais curta e a maior proximidade do ânus com o vestíbulo vaginal e uretra. No homem, o maior comprimento uretral, maior fluxo urinário e o fator antibacteriano prostático são protetores. Considerando-se a população geral, as infecções urinárias são mais comuns em mulheres, na proporção de três para um homem.
A ITU é classificada como não complicada quando ocorre em paciente com estrutura e função do trato urinário normal e adquirida fora de ambiente hospitalar. A avaliação urológica deve ser indicada em neonatos e crianças com infecção persistente após 72 h de terapia, ITU recorrente em homens ou em transplantados renais e também em mulheres com reinfecções freqüentes. (HEILBERG & SCHOR, 2003).
Existe consenso de que os microorganismos uropatogênicos como a Escherichia coli colonizam o cólon, a região perianal, e nas mulheres, o intróito vaginal e a região perianal. Posteriormente, processa-se a ascensão facultativa para bexiga e/ou rins, pois em condições normais há competição entre estes microorganismos com a flora vaginal e perineal.
A freqüência dos germes causadores de ITU varia na dependência de onde foi adquirida a infecção, intra ou extra-hospitalar e também difere em cada ambiente hospitalar considerado. Os maiores responsáveis pela ITU são os germes gram-negativos entéricos especialmente a Escherichia coli, que é o mais freqüente, seguido dos demais gram-negativos como Klebsiella, Enterobacter, Acinetobacter, Proteus, Pseudomonas, dentre outros. Além destes, na maioria das séries americanas, o Staphylococcus saprophyticus, um germe gram-positivo, tem sido apontado como segunda causa mais freqüente de ITU não complicada. O diagnóstico de ITU por S. saprophyticus é por vezes difícil, pelo fato de apresentar um crescimento muito lento em urocultura e também porque este agente pode ser confundido com outro. (HEILBERG & SCHOR, 2003).
Existem também vários fatores predisponentes do hospedeiro que participam na patogenia da ITU: Obstrução do trato urinário, Refluxo vésico-ureteral, Cateterização urinária, Gravidez, Diabetes mellitus, Relação sexual / Métodos contraceptivos, Prostatismo, Idade avançada e Transplante renal.
Os sintomas clínicos no indivíduo adulto característicos de cistite são a disúria (dificuldade para urinar), polaciúria ou aumento da freqüência urinária, urgência miccional, dor em baixo ventre, arrepios de frio ou calafrios, com presença ou não de dor lombar. Podem fazer parte do quadro clínico mal-estar geral e indisposição. No indivíduo idoso é comum dor abdominal ou distúrbio de comportamento na ITU. Em crianças o principal sintoma pode ser dor abdominal. Em recém-nascidos, o diagnóstico clínico de ITU se torna suspeito quando na presença de icterícia fisiológica prolongada associada ou não à perda de peso (30% dos casos), hipertermia, presença de complicações neurológicas (30%), diarréia, vômitos ou cianose. Em lactentes, o déficit pôndero-estatural, diarréia ou constipação, vômitos, anorexia ou febre de etiologia obscura, podem levar a suspeita de ITU. Por fim, na faixa pré-escolar os sintomas podem ser: febre, enurese (micção noturna), disúria ou polaciúria. No adulto, existe superposição entre os sintomas clínicos de ITU “baixa” vs “alta” (cistite vs pielonefrite). No entanto, a febre e a dor lombar são muito mais comuns na pielonefrite, que se acompanha também de toxemia e queda do estado geral mais importante.
A profilaxia de ITU está indicada principalmente em mulheres com ITU recorrente, que apresentem mais do que duas infecções por ano, ou quando da presença de fatores que mantém a infecção como cálculos.
Algumas recomendações para o manuseio não medicamentoso de pacientes com ITU recorrente ou com bacteriúria assintomática incluem:
a) aumento de ingestão de líquidos;
b) urinar em intervalos de 2 a 3 horas;
c) urinar sempre antes de deitar ou após o coito; evitar o uso de diafragma ou preservativos associados a espermicida (para não alterar o pH vaginal);
d) evitar banhos de espuma ou aditivos químicos na água do banho (para não modificar a flora vaginal);
e) aplicação vaginal de estrógeno em mulheres pós menopausadas.
Outras medidas não medicamentosas que também têm sido sugeridas para redução de recorrência em ITU em mulheres na pré-menopausa incluem: instilação vaginal de Lactobacillus casei uma vez por semana (redução de 80% em um estudo); acidificantes urinários tipo Mandelato de Metenamina associados ou não à vitamina C; ingestão de suco de “Cranberry” (Vaccinium macrocarpon), que inibe a expressão de fimbrias da E. coli. (HEILBERG & SCHOR, 2003).

2.      Cranberry um potente oxidante e preventivo da ITU

O Cranberry é uma fruta diferente de qualquer outra do mundo. Nos Estados Unidos ela tem um importante papel nos tradicionais feriados e é símbolo de uma vida saudável. Sua história data de centenas de anos, por volta de 1620, quando americanos misturavam carne de alce com uma pasta, elaborada com a fruta, para conservar o alimento por um longo período. Além disso, também usavam o suco vermelho como tinta natural na coloração de tapetes, cobertores e roupas e, ainda, acreditavam em suas propriedades anti-sépticas, pois utilizavam o Cranberry em ferimentos causados por flechas venenosas. Conta à lenda que os peregrinos serviram Cranberries no primeiro dia de Ação de Graças em Plymouth, juntamente com peru selvagem. Durante a 2ª Guerra Mundial, tropas americanas solicitavam em torno de um milhão de quilos de Cranberries desidratadas, por ano, como forma de alimentação saudável para os soldados.
O Cranberry é uma planta nativa da América do Norte que apresenta em sua composição antocianidinas, flavonóides, proantocianidinas, taninos condensados e ácidos fenólicos, estes componentes podem impedir a adesão de certas bactérias, incluindo a Escherichia coli, associada às infecções do trato urinário. As propriedades de anti-adesão do Cranberry podem também inibir as bactérias associadas à úlcera estomacal. Pesquisas científicas recentes também demonstram que o Cranberry contêm quantidades significativas de antioxidantes e outros fitonutrientes com o potencial de impedir danos oxidativos causados pela espécie reativa do oxigênio deste modo, protege o organismo contra doenças cardiovasculares e câncer.

3.      Propriedades

Nome comum: Cranberry
Nome científico: Vaccinium macrocarpon
Família: Ericaceae
Parte usada: Fruto

Trato urinário
Os povos indígenas utilizam por séculos preparações de Cranberry para tratar infecções do trato urinário (UTI) e outras doenças. O Cranberry contem proantocianidinas (PACs), que inibe a adesão das bactérias, incluindo a Escherichia coli, ao epitélio do trato urinário e subsequentemente ocorre a diminuição da reprodução da bactéria que causa a infecção.
Howell et al. foi o primeiro a relatar as propriedades de anti-adesão do Cranberry em 1998. Em 2002, a Conferência de Biologia Experimental, relatou através de um estudo clínico com 6 voluntários que o suco de Cranberry impede a adesão da E. coli nas células do trato urinário através da contagem de E. Coli na urina dos voluntários.

Um estudo clínico recente sugere que as proantocianidinas do Cranberry (taninos condensados) podem inibir a adesão da Escherichia coli às células epiteliais do trato urinário, impedindo, desta forma, a ocorrência da infecção.
Este estudo concluiu que comparado ao placebo, a ingestão de suco de Cranberry promove atividade antiaderente significativa contra diferentes cepas uropatogênicas da E. coli na urina, o que comprova sua eficácia.
Anti adesão bacteriana e resistência ao antibiótico
As teorias recentes referem que o mecanismo de ação do Cranberry na prevenção da ITU está relacionado à acidificação da urina. Entretanto, este mecanismo ainda não foi confirmado. Os compostos responsáveis foram identificados por Howell et al. como proantocianidinas e taninos condensados.
Um trabalho mais detalhado apresentou em abril de 2002 que em testes com Cranberries, uvas, maçãs, chás e chocolates, apenas os Cranberries exibiram a habilidade de impedir a adesão da bactéria.
Novas pesquisas indicam que Cranberry pode agir em outra parte do corpo, além do trato urinário de encontro também a outras bactérias. A adesão dos diferentes tipos de bactérias que causam úlceras no estômago e doença periodontal (cáries), pode ser inibida na presença do Cranberry, e é provável ainda que outras bactérias susceptíveis também sejam. O consumo regular de Cranberry não só ajuda a manter a saúde, mas reduz o número de infecções, e sendo assim evita que sejam ingeridas altas doses de antibióticos, reduzindo ainda a probabilidade de aparecimento de bactérias resistentes, sendo este, um problema de saúde pública de proporção global.
Antioxidante
Os antioxidantes são compostos produzidos naturalmente pelo organismo humano e/ou ingeridos. Eles têm a habilidade de estabilizar os radicais livres doando um elétron. Sob circunstâncias de stress a habilidade do corpo humano em produzir antioxidantes pode se tornar severamente danificada.

O Cranberry pode conter mais antioxidantes fenólicos quando comparados as outras frutas. Estes antioxidantes podem ter um papel importante na prevenção de doenças do coração e em determinados tipos de câncer.

Odontologia
Um estudo publicado no Journal of the American Dental Association relatou que um componente de alto peso molecular do Cranberry tem a habilidade de reverter e inibir a agregação de determinadas bactérias orais responsáveis pela placa dental e doença periodontal in vitro. Além do Cranberry, este ativo também foi isolado de Blueberry, mangas, pêssegos, ameixas e framboesas. A atividade de inibição foi encontrada apenas no Cranberry, porém uma atividade mais fraca foi encontrada no Blueberry e as outras frutas testadas não mostraram nenhuma atividade de inibição. Outro estudo publicado na Critical Reviews in Food Science and Nutrition relatou em uma experimentação clínica preliminar o uso do enxaguatório bucal contendo Cranberry, as amostras de saliva do grupo experimental mostraram a redução da formação de colônias de Streptococcus mutans (grande formador de cárie dental) comparado ao grupo placebo.
Algumas evidências sugerem que as proantocianidinas contidas no Cranberry interferem na agregação de bactérias que formam a placa dental. Baseado nisto, o Cranberry tem sido proposto no tratamento profilático de doenças bucais. (Ervin Weiss et al, 2004).
Úlcera
As úlceras pépticas estão aumentando constantemente e ao contrário da causa ser o estresse e/ou a acidez estomacal, seu crescimento se dá pela infecção da bactéria Helicobacter pylori. Um constituinte de alto peso molecular presente no suco de Cranberry foi usado para inibir a adesão do H. pylori no fluído gástrico in vitro. Estes resultados preliminares sugerem que o Cranberry pode ser benéfico na prevenção de úlceras pépticas com a inibição da adesão do H. pylori no epitélio gástrico. O H. pylori é capaz de sobreviver no revestimento da mucosa do estômago e do duodeno neutralizando o ácido do estômago, em seu ambiente local, através da hidrólise da uréia. Além das úlceras, a infecção por H. pylori é ligada aos adenocarcinomas gástricos (câncer de estômago), a doença de refluxo e as gastrites (inflamação no estômago).
Zhang et al, 2005 testaram a eficácia do suco de Cranberry na infecção por Helicobacter pylori, e concluíram que o consumo regular do suco de Cranberry pode suprimir a infecção do H. pylori em populações infectadas e com propensão ao câncer gástrico.
Coração
A aterosclerose, no termo mais simples, é a acumulação nas artérias da lipoproteína de baixa densidade (LDL) ou “mau colesterol” tendo por resultado um fluxo restrito do sangue. Nos estágios avançados da doença o fluxo sanguíneo pode ser diminuído severamente ou cessar completamente tendo por resultado a angina, a trombose e/ou o infarto do miocárdio. Os flavonóides foram mostrados como potentes antioxidantes in vitro e in vivo e podem reduzir o risco da aterosclerose. Os Cranberries contêm quantidades significativas de flavonóides e de compostos polifenólicos que foram demonstrados para inibir a oxidação da lipoproteína de baixa densidade (LDL) ou “mau colesterol”.
Antienvelhecimento
Estudos preliminares sugerem que dietas que contêm frutas e vegetais com altos valores de ORAC (Oxigen Radical Absorbance Capacity) podem fornecer proteção contra a perda da coordenação e da memória associadas à idade elevada. Os Cranberries marcam a elevação na escala antioxidante em 1750 unidades de ORAC por 100 g da fruta fresca.


Indicações
Entre outras indicações, as mais significativas são:
ü     Infecção do trato urinário (tratamento e prevenção);
ü     Doença periodontal;
ü     Tratamento de úlcera estomacal causada por H. pylori;
ü     Anti-envelhecimento;
ü     Anti-câncer.
Posologia
Via oral é utilizado na dose de 300 a 500 mg do extrato seco (padronizado 25-30%) duas vezes ao dia.
Contra indicações
Nefrolitíase.
É considerado seguro seu uso na gravidez e na lactação.
Efeitos adversos e toxicidade
Apresenta segurança quando usado oralmente, embora as doses altas possam causar diarréia e sintomas gastrintestinais.
Precauções
Deve ser utilizado com extrema precaução em crianças com idade abaixo de 2 anos. Utilizar com cautela em indivíduos sob medicação e com condições médicas pré-existentes. O uso por períodos prolongados pode aumentar o potencial de efeitos adversos.
Interações
O excessivo uso de Cranberry pode aumentar a excreção e reduzir os níveis sanguíneos de alguns medicamentos, tais como certos antidepressivos, antipsicóticos e analgésicos a base de morfina. Baseado nisto, o uso de Cranberry é indicado como antídoto em overdose por fenciclidina. Não há relatos de interação com antibióticos, mas teoricamente alguns antibióticos parecem inibir a acidificação urinária (Bratman et al., 2003).
Formulações
ü     Cápsulas com extrato de Cranberry
Extrato de Cranberry (Vaccinium macrocarpon)….200 – 400 mg
Excipiente* qsp………………………………………………..1 cápsula
Indicação: infecção do trato urinário, doença periodontal.
Posologia: 1 cápsula 2x ao dia.
ü     Cápsulas com extrato de Cranberry e Vitamina C
Extrato de Cranberry (Vaccinium macrocarpon)…. 300 mg
Vitamina C ……………………………………………………. 100 mg
Excipiente* qsp………………………………………….. 1 cápsula
Indicação: infecção do trato urinário.
Posologia: 1 cápsula 2x ao dia.
Referências Bibliográficas
Cranberry Infome técnico Pharmanostra
Cote J. ; Caillet S.; Doyon G.; Sylvain F.; Lacroix M. Analyzing Cranberry Bioactive Compounds. Critical Reviews in Food Science and Nutrition, 1549-7852, Volume 50, Issue 9, 2010, Pages 872 – 888
Ervin I. Weiss; Roni Lev-Dor; Yoel Kashamn; Janina Goldhar; Nathan Sharon; Itzhak Ofek. Inhibiting interspecies coaggregation of plaque bacteria with a Cranberry juice constituent. J Am Dent Assoc, Vol 129, No 12, 1719-1723.
© 1998 American Dental Association.
Ervin I. Weiss; Doron Steinberg; Mark Feldman1; Itzhak Ofek; Effect of a high-molecular-weight component of cranberry on constituents of dental biofilm JAC vol.54 no.1 q The British Society for Antimicrobial Chemotherapy 2004.
Foo LY, Lu Y, Howell AB, Vorsa N. The structure of cranberry proanthocyanidins which inhibit adherence of uropathogenic P-fimbriated Escherichia coli in vitro. Phytochemistry 2000; 54:173-81.
Howell A. B.; Vorsa N; Marderosian, A. D. ; Foo, L. Y. Inhibition of the Adherence of P-Fimbriated Escherichia coli to Uroepithelial-Cell Surfaces by Proanthocyanidin Extracts from Cranberries, New England Journal of Medicine, 1998.
Lian Zhang; Junling Ma; Kaifeng Pan; Vay Liang W. Go; Junshi Chen; Wei-Cheng You. Efficacy of cranberry juice on helicobacter pylori infection: a double-blind, randomized placebo-controlled trial Blackwell Publishing Ltd, Helicobacter, 10, 139–145, 2005
The Cranberry Institute. Disponível em: www.cranberryinstitute.org
World J Urol. 2006 Feb;24(1):21-7. Epub 2006 Jan 6.


ATENÇÃO: ESTE TEXTO TEM CARÁTER INFORMATIVO. NÃO USE PLANTAS MEDICINAIS OU MEDICAMENTOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.
“SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.”





Um pacote anti-cistite:
  • Vitamina C
  • Suco de cranberry
  • Echinacea
  • Chá de urtiga
  • Chá de goldenseal
  • Iogurte
  • Roupa interior de algodão
  1. Tome vitamina c e suco de cranberry bebida durante as fases iniciais de uma infecção do trato urinário. Vitamina c trabalha para reforçar o seu sistema imunológico, que ajuda a combate infecções e suco de cranberry ajuda na prevenção de infecção. Ter até n/a mg de vitamina C– seu corpo vai eliminar o que ele não absorver. Beba como suco de cranberry muito como você pode tolerar.
  2. Tome Equinácea. Echinacea é um outro impulsionador do sistema imunológico e levando isso permitirá que seu corpo para lutar contra o ITU melhor.
  3. Beber chá de goldenseal ou urtiga. Líquido ajudará a expulsar as bactérias excessiva na sua bexiga, e combinar isso com vitamina C, echinacea e suco de cranberry ajudará a combater a infecção e impulsionar o seu sistema imunológico.
  4. Coma iogurte. Iogurte contém acidophalus, que é as bactérias boas que seu corpo normalmente tem. Seu corpo pode ser baixo em acidophalus — por exemplo, depois de tomar um antibiótico – e comer iogurte vai ajudar a restabelecer o equilíbrio das bactérias boas em seus órgãos reprodutivos e o aparelho urinário.
  5. Vestir roupa interior de algodão. Roupa interior de algodão permite que seus órgãos genitais respirar, e roupas íntimas sintéticas podem deixá-lo propenso a infecção: húmidas, escuros lugares que não podem secar são criadouros de bactérias e infecção.
(source)



Cistite. Tratamentos médicos e remédios naturais


Inflamação da bexiga urinária, em particular.

Medicina para cistite com Plantas Medicinais: Cola de Caballo, urso, Heather, Boldo, Juniper, Gatuna

Medicina de suplementos alimentares cistite
Cranberry Complexo: Evita a aderência de bactérias à parede da bexiga, acidifica a urina e impede o crescimento das bactérias. A utilização de açúcar, produto livre, de preferência com frutooligossacarídeos (FOS).

Goldenseal / Echinacea: Goldenseal é o melhor fungicida e bactericida da natureza. Os alcalóides são ativos contra as bactérias que causam o desequilíbrio da flora (bactérias nocivas se proliferam no benefício). Goldenseal é o grande assassino de micro-organismos nocivos. Echinacea suporta a resposta imune à infecção.

Vitamina C acidifica o sangue, aumenta as defesas. O uso de liberação sustentada de vitamina C, juntamente com bioflavonóides.

Probiótico suplemento com B. bifidum e L. acidophilus: Restaura as bactérias benéficas,
especialmente quando se toma antibióticos.

Beta Caroteno: Protege as vias urinárias; antioxidante. O uso de beta-caroteno natural.

Multinutriente Fórmula: Fornece os nutrientes necessários para manter o equilíbrio e prevenir a deficiência subclínica.

Medicina para cistite Hidroterapia: quente toalhas molhadas no meu abdômen inferior para aliviar a dor. Bano médio corpo com a elevação da temperatura

Medicina para cistite com Homeopatia
Geral Remédios: Apis, Belladonna, Cantharis vesicatoria, Sol Mercurius, Pulsatilla, Sarsaparilla officinalis, Sepia officinalis, Staphysagria.
Broadcast curto de urina Cantharis vesicatoria.
Com dor ardente: Apis mellifica, Arsenicum album, Berberis vulgaris, Cantharis vesicatoria, Capsicum annuum, corrosivus Mercurius, Nux vomica.
Com corte: Cantharis vesicatoria.
Urinar Dor especialmente quando se inicia: Cantharis vesicatoria. Causticum, Clematis erecta, Mercurius sol.
Dor durante e no final da micção: Apis, Mercurius cor.
Após uma frio: Dulcamara.
Após uma relação sexual: Staphysagria.
Staphysagria Após um exame urinário

 Medicina para homotoxicologia cistite: Reneel (c), Berberis-Homaccord (g) compositum Cantharis. (a), Solidago comp. (a), Belladonna-Homaccord (g), comp Populus. (a), comp Echinacea. Forte (a)

Thalasso remédios para cistite com: Quinton isotônico

 Para mais informações consulte: Tratamento de doenças com medicina natural

(source)


 

Arando l

O fruto mais rico em polifenóis e em antioxidantes, o arando é um dos melhores remédios contra as infecções urinárias recidivas. Este poderoso anti-séptico e antioxidante é também um factor importante na prevenção do envelhecimento e da arteriosclerose.


Nunca se dirá o suficiente e até que ponto é importante consumir legumes e frutos em quantidade suficiente para permanecer de boa saúde. Segundo o estudo SU.VI.MAX que mostrou que os Franceses consomem muito poucos frutos e legumes, o ministério da saúde e o mundo da dietética aconselham, segundo a fórmula consagrada, de comer cinco frutos e legumes por dia.
Seguindo este conselho, combate-se mais facilmente os efeitos do envelhecimento para que os antioxidantes e os polifenóis contidos nos frutos e legumes eliminem continuamente os radicais livres em excesso que degradam as paredes celulares e o ADN. É por isto que estes alimentos naturais têm um papel protector sobre várias doenças.
Entre os frutos e os legumes, existe uma hierarquia de valores quanto à riqueza em antioxidantes e polifenóis. Em geral, os frutos contêm mais que os legumes e a casca dos frutos contém ainda mais que o interior.

Por exemplo, o morango, a uva e a cereja são fontes muito ricas em fenóis e antioxidantes, mas mais ainda o arando, dado que contém 678 miligramas por cem gramas. As uvas pretas, consideradas como a melhor fonte nomeadamente pelo vinho tinto do qual podemos falar sobre o famoso paradoxo francês, contém 370, a cereja 316, a pêra 191, a maçã 186, a banana 138 e o morango 133, os frutos mais ricos neste domínio.

Três efeitos benéficos. Só dezenas de anos depois de se terem multiplicado os estudos científicos sobre o arando, é que se começam a conhecer-se os efeitos reais e os seus benefícios antioxidantes. Após 1994, estudos levados a cabo pela Escola Médica de Harvard em Boston mostraram que o consumo regular de arando reduz a incidência de bactérias na urina das mulheres. Mais tarde foi estabelecido que os seus componentes activos evitam a aderência das bactérias e principalmente da Escherichia coli nas paredes da bexiga. As bactérias são assim eliminadas na altura das micções.

O segundo efeito consiste nas suas capacidades antioxidantes, dado que a composição deste fruto difere profundameente dos outros pela variedade e a quantidade dos seus antioxidantes. Esta palete única de substancias antioxidantes faz do arando um protector do organismo, principalmente contra os radicais livres responsáveis pelo envelhecimento celular, mas também contra uma série de disfunções crónicas cardíacas ou degenerativas celulares. O seu terceiro grande efeito coloca-o entre os melhores antioxidantes plasmáticos.

Estudos científicos levados a cabo na Universidade de Wisconsin – Madison demonstraram que as suas propriedades evitam a oxidação do colesterol LDL e contribuem para a dilatação dos vasos sanguíneos. Este aumento da capacidade antioxidante do plasma permite um melhor equilíbrio entre o colesterol LDL e o colesterol HDL, reduzindo assim o risco de arteriosclerose.

Quanto aos seus polifenóis, estes inibem a agregação plaquetária que leva à oclusão das artérias. Outros estudos demonstraram que esta planta é também um factor predominante na prevenção da arteriosclerose.

Uma utilização simples. Todos os seus efeitos indicam principalmente que deve ser utilizado na prevenção das infecções urinárias recidivas, pelas mulheres que sofram de cistites, pessoas incapacitadas ou com idade avançada, evitando a toma excessiva de antibióticos, o que elimina todos os ricos de resistência. Limita também o risco de enfarto do miocárdio e diminui a degenerescência das células e o envelhecimento.

Está disponível nas dietéticas em sumo concentrado ou em cápsulas ou comprimidos, acondicionado de forma a não sofrer alterações das substâncias nutritivas antioxidantes, permitindo uma conservação prolongada.

Recomenda-se de preferência o concentrado em caso de gene urinário, e os comprimidos ou cápsulas geralmente para reforçar as defesas contra os problemas degenerativos crónicos.

A posologia varia em função da gravidade dos casos ou indicações de um terapeuta, mas é em média de dez mililitros de sumo ou 2 a 6 comprimidos ou cápsulas por dia.

Os cocktails de frutos à base de arando, provavelmente mais agradáveis no que respeita ao sabor, são sem duvida menos eficazes na diminuição da fixação das bactérias nas vias urinárias.

Os efeitos benéficos do arando .

É à riqueza em fito-substâncias benéficas à saúde que o arando deve a sua eficácia: Proantocianidinas. Que são antioxidantes com efeito anti-adesão bacteriana.
Numerosas fibras que constituem tanto protectores celulares e melhoram o HDL/LDL do colesterol.
Pectina, uma fibra mais eficaz que as outros que actuam sempre no mesmo sentido de melhorar a relação HDL/LDL do colesterol.
Flavonoides como a quercitina que é um antioxidante cardiovascular e um protector celular. Antocianas que são antioxidantes gerais.
Flavonóides que são tanto antioxidantes cardiovasculares como protectores celulares.
Ácidos fenólicos também antioxidantes e protectores celulares.
Ómegas 3 que protegem o sistema cardiovascular.
Tocotrienóis, antioxidantes cardiovasculares.
Ácido ursolico, anti-inflamatório.



Arando

outramedicina-fotografia
(source)

Uma baga muito ácida, de cor vermelho vivo e brilhante. Tal como as amoras silvestres, ainda podemos encontrar arandos em arbustos no norte da Europa, norte da Ásia e América do Norte. No entanto, quando são cultivados, os arandos crescem em vinhas rentes ao chão no cimo de grandes pântanos de areia. Os arandos também são conhecidas como «bounceberries», porque as bagas maduras saltam e, o termo inglês, «cranberries», é uma alusão poética ao facto de que as suas flores de core rosa-pálido serem um pouco semelhantes às cabeças das garças que frequentam os brejos de arandos.

Os arandos são há muito valorizadas pela sua capacidade de ajudar a prevenir e tratar infecções urinárias. Hoje em dia, estudos recentes sugerem que esta baga da América nativa pode também promover saúde gastrointestinal e oral, prevenir a formação da pedra nos rins, baixar o colesterol LDL e aumentar o (bom) colesterol HDL, ajudar na recuperação de acidentes cardiovasculares e até ajudar a prevenir o cancro.

O arando é nutricionalmente muito rico em vitamina C.

Benefícios para a Saúde

● Infecções Urinárias

● Cálculos Urinários

● Diarreias Infecciosas

● Afecções Circulatórias


146 grs / 82.10 Calorias
NUTRIENTES
qUANT.
DDR (%)
dENSIDADE DO NUTRIENTE
CLASS.
vitamina C 6.41 mg 10.7 8.3 excelente
fibras 1.99 g 8.0 6.2 muito bom
manganÉsio 0.07 mg 3.5 2.7 bom
vitamina K 2.42 mcg 3.0 2.3 bom


(source)


A cistite é uma doença bastante dolorosa, tanto para quem a sofre como para quem acompanha a quem está sofrendo-a; se um dos dois for o seu caso, você saberá do que estou falando. Mas, como é que surge a cistite?

A cistite pode ter diversas causas, sendo a mais frequente delas por infecção; para isto a bactéria deve colonizar a urina na bexiga e posteriormente produzir uma resposta inflamatória na mucosa vesical; esta forma de cistite é chamada de cistite bacteriana aguda.

As outras formas de cistite são a cistite tuberculosa, que é produzida por meio de uma infecção tuberculosa do aparato urinário; a cistite glandular; a cistite intersticial; ou a cistite química, causada por efeitos tóxicos de algumas substâncias na mucosa vesical.

A cistite afeta a todas as pessoas, mas especialmente a idosos e mulheres em idade fértil. Os sintomas dela podem ser febre, vômitos, dor de lumbago, dor no aparto reprodutor, etc.

As boas noticias nisso tudo são duas investigações, uma espanhola e outra estadunidense...

Num estudo realizado no ano 2005 pelo Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Clinica de Barcelona sobre o arando vermelho, concluiu que este fruto é muito importante na atividade contra as bactérias que afetam o sistema urinário.

Já, em setembro de 2007, a Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard (Boston) fez um estudo no cual concluíram que o consumo diário de 300 ml de suco de arando vermelho reduziria de maneira notável o risco de contrair infecções urinárias.

Então, desfrute do sabor do suco de arando vermelho, ele irá lhe ajudar contra as dores terríveis da cistite.

(source)


Nesta página (source) encontram-se alguns produtos naturais como o arando ou mirtilo (também conhecido como uva-do-monte) ou cranberry.


Mirtilo = Vaccinium myrtillus
(wikipédia source)



Um pacote anti-cistite:
  • Vitamina C
  • Suco de cranberry
  • Echinacea
  • Chá de urtiga
  • Chá de goldenseal
  • Iogurte
  • Roupa interior de algodão
  1. Tome vitamina c e suco de cranberry bebida durante as fases iniciais de uma infecção do trato urinário. Vitamina c trabalha para reforçar o seu sistema imunológico, que ajuda a combate infecções e suco de cranberry ajuda na prevenção de infecção. Ter até n/a mg de vitamina C– seu corpo vai eliminar o que ele não absorver. Beba como suco de cranberry muito como você pode tolerar.
  2. Tome Equinácea. Echinacea é um outro impulsionador do sistema imunológico e levando isso permitirá que seu corpo para lutar contra o ITU melhor.
  3. Beber chá de goldenseal ou urtiga. Líquido ajudará a expulsar as bactérias excessiva na sua bexiga, e combinar isso com vitamina C, echinacea e suco de cranberry ajudará a combater a infecção e impulsionar o seu sistema imunológico.
  4. Coma iogurte. Iogurte contém acidophalus, que é as bactérias boas que seu corpo normalmente tem. Seu corpo pode ser baixo em acidophalus — por exemplo, depois de tomar um antibiótico – e comer iogurte vai ajudar a restabelecer o equilíbrio das bactérias boas em seus órgãos reprodutivos e o aparelho urinário.
  5. Vestir roupa interior de algodão. Roupa interior de algodão permite que seus órgãos genitais respirar, e roupas íntimas sintéticas podem deixá-lo propenso a infecção: húmidas, escuros lugares que não podem secar são criadouros de bactérias e infecção. 
Para ler mais sobre o assunto aqui no blogue, segue outros link´s
Clique 

Clique

Litíase Renal

( Pedra nos Rins )

Considerações gerais:

Desde a mais remota antigüidade, as pedras nos rins ou os cálculos urinários causam sofrimento ao ser humano. Há quatro milênios antes de Cristo, passando pela Grécia e Roma antigas, os médicos já descreviam casos de cálculos.

Atualmente somente as doenças da próstata e infecções urinárias são mais freqüentes que os cálculos. Deve-se salientar que 12 % da população, algum dia irá apresentar um episódio de cálculo. A relação homem mulher é de quatro homens para cada mulher afetada, predominando na terceira e quarta décadas de vida.

Fatores geográficos contribuem para o aparecimento de cálculos. Áreas de temperaturas elevadas e com grande umidade são predisponentes à formação de pedras, sendo observados muitos casos durante os meses quentes de verão devido ao maior grau de desidratação.

Durante o século XX, a incidência de calculopatia nos países europeus esteve diretamente relacionada com a situação política e econômica. Durante a Primeira e Segunda Guerras Mundiais, período em que houve queda de consumo de proteína animal, ocorreu uma diminuição das pessoas com cálculos renais. Isto nos faz pensar na forte ligação existente entre a formação de cálculos e a dieta. A ingestão excessiva de alguns alimentos pode provocar, ou acelerar, distúrbios pré-existentes no nosso organismo propiciando o desequilíbrio químico necessário para a formação destes cálculos. Por exemplo:

• Cálcio: o aumento de sua ingestão só deve ser controlado, em casos confirmados de pacientes com alta sensibilidade à ingestão de leite e derivados
• Sódio: sal de cozinha deve ser restringido para aproximadamente 1 colher de chá por dia.
• Proteínas: principalmente as de origem animal (carnes, peixes , aves, ovos, leite e derivados) apresentam um efeito agravante quanto à formação dos cálculos.
• Ingestão de Líquidos: o aumento da ingestão de líquidos é provavelmente a orientação mais importante que deve ser dada para estes pacientes, pois somente esta medida sem a ação de medicamentos pode reduzir em 60% a incidência destes cálculos.

Embora não sejam conhecidos por completo os motivos pelos quais os cálculos urinários são formados, acredita-se que vários fatores possam estar envolvidos neste processo: super saturação urinária - situação em que há excesso de um ou mais elementos que compõem a urina facilitando a sua precipitação, diminuição dos inibidores urinários - substâncias existentes cuja função é impedir a cristalização de urinas super saturadas, matriz orgânica do cálculo - substâncias protéicas que servem como núcleo para a formação do cálculo sobre o qual se depositam cristais e retenção de cristais no trato urinário. Fatores genéticos também podem contribuir para o aumento da formação de cálculos, assim como algumas doenças como a GOTA.

A existência de pedras na bexiga, pode ocorrer por aumento da próstata, obstruindo parcialmente a saída de urina. Isto condiciona uma agregação de cristais e outros resíduos, que com o passar do tempo se transformam em cálculo. Uma outra causa seria condicionada pela impossibilidade do paciente eliminar uma pedra que teria descido dos rins.

O conselho médico para pessoas que tem cálculos urinários é o de beber 2-3 litros de água por dia e evitar ingestão em excesso de proteína animal, principalmente a da carne vermelha.

Os cálculos renais, como o próprio nome diz, são condensações (depósitos ) de íons e sais formados no interior do rim. Os cálculos formados no rim podem ter 3 caminhos a seguir:

1 – Aumento de tamanho – aumento de deposito de íons sobre uma matriz.
2 - Eliminação – O calculo se desprende do rim e desce pelo ureter (tubo que drena a urina do rim para a bexiga). Nessa ocasião, a pessoa apresenta cólica de rim, que é uma dor de forte intensidade na região lombar.
3 - Estabilização – Muitos cálculos permanecem por muitos anos sem migração ou crescimento. Quando essas pedras são de pequeno tamanho, podem ser acompanhadas clinicamente.

Tratamento:

Resumidamente o tratamento dos cálculos pode ser realizado por 4 tipos de abordagem cirúrgica, dependente da localização, tamanho e tipo do calculo.

1 - Litotripsia extracorpórea por ondas de choque – Nesse procedimento, não há cortes ou incisões. O paciente recebe ondas de choque que se difundem pelo corpo e concentram sobre o calculo, fragmentando-o.

2 - Cirurgia percutânea – Nessa cirurgia realizamos pequenas perfurações na região lombar para acessar o calculo no interior dos rins. Por meio desses pequenos orifícios realizamos a fragmentação e remoção da pedra.

3 - Ureterolitotripsia endoscópica –Nesse procedimento utilizamos um aparelho endoscópico , com uma câmera que permite visualizar o interior da bexiga e do ureter. Esse aparelho é introduzido pelo canal da urina (uretra). Assim, nao há necessidade de cortes ou incisões. Por meio desse aparelho remove-se os cálculos do interior do ureter.

4 - Cirurgia convencional – Em alguns casos especiais há necessidade realizar cirurgia tradicional com incisão da parede abdominal para remoção dos cálculos diretamente pelo cirurgião.

Salientamos que as informações acima estão bastante resumidas para facilitar a compreensão. Assim, caso haja alguma duvida entre em contato conosco e não se esqueça o Urologista é o especialista que pode orientá-lo da melhor maneira.

Prof. Dr. Fernando Almeida

Infecção Urinária


O que é:

É a presença de bactérias na urina. Essas bactérias multiplicam-se com o passar do tempo, enquanto um tratamento adequado não é instituído.

As bactérias podem atacar qualquer nível do aparelho urinário, desde a bexiga, causando cistite, até o rim, causando pielonefrite. As infecções urinárias são mais freqüentes no homem durante a terceira idade.

Causas:

A urina que é secretada (produzida) nos rins é estéril. Ela pode se infectar quando bactérias se multiplicam ao redor da uretra (colonização) para, logo após, ascenderem (subirem) através desta, penetrando na bexiga. Elas podem se manter na bexiga ou continuar na subida até o rim.

A colonização de bactérias no trato urinário pode ser facilitada por diversos fatores como, por exemplo:

- Obstrução urinária: próstata aumentada, estenose de uretra.
- Doenças neurológicas: mielomeningocele, traumatismo de coluna.
- Corpo estranho: sonda vesical, cálculo urinário (pedra nos rins).

Doenças bastante conhecidas estão freqüentemente associadas com infecção urinária, como o diabetes. A bactéria mais comum causadora da infecção urinária, encontrada no intestino grosso, é a Escherichia coli. Já os pacientes hospitalizados (infecção hospitalar) apresentam germes diferentes, como a Pseudomonas, geralmente mais resistentes aos antibióticos.

O que se sente?

Geralmente os sintomas estão relacionados ao órgão (bexiga, rim) afetado.

Quando a bexiga está envolvida é comum:
- Aumento da freqüência urinária (polaciúria).
- Dor para urinar (disúria).
- Micção imperiosa (urgência).

Quando o rim está envolvido, além dos sintomas acima, poderão ocorrer: - Dor lombar.
- Febre.
- Calafrios.

Na infecção urinária, a urina poderá se tornar fétida, opaca ou escura.

Como é feito o diagnóstico?

Através das queixas do paciente e do exame físico pode se suspeitar de infecção urinária. Entretanto, o diagnóstico definitivo é feito com a coleta da urina (jato médio) a fim de se realizar exame de urina (urocultura - cultura de bactérias na urina).

A contagem de germes superior a 100 mil bactérias por mililitro é considerada infecção urinária. Neste mesmo exame, vários antibióticos são testados com a finalidade de orientar o médico na escolha do melhor tratamento.

Como se trata?

O tratamento consiste em medidas gerais (alta ingestão de líquidos, cuidados de higiene) e na escolha precisa de antibióticos, geralmente baseada na urocultura.

Trimetroprim, nitrofurantoína, norfloxacin e cefalosporinas são exemplos de drogas freqüentemente usadas na infecção urinária. A gravidade dos sintomas também influi na escolha da medicação, sendo que em alguns casos, há necessidade de internação hospitalar para melhor controle do paciente.

Como se previne?

Na prevenção, é importante uma ingesta significativa de líquidos (2 a 3 litros por dia), urinar antes de dormir e, após relações sexuais, evitar banhos de imersão ou duchas verticais. Cuidados de higiene também são essenciais. 

Prof. Dr. Fernando Almeida
(source)

Cistite - Fístula Vesicovaginal

 Drawing illustrates a lateral view of a vesicovaginal fistula resulting from surgery. The fistula is located on the posterior wall of the bladder in the interureteric ridge.



ou, pode fazer o

Cistite

A cistite é uma infecção da bexiga urinária.
As infecções da bexiga urinária são frequentes nas mulheres, particularmente durante o período fértil. Algumas mulheres desenvolvem infecções repetidas da bexiga urinária.


Causas
As bactérias da vagina podem deslocar-se para a uretra e para o interior da bexiga. As mulheres contraem com frequência infecções da bexiga depois de uma relação sexual, provavelmente porque a uretra sofreu contusões durante a mesma. Em casos muito particulares, as infecções repetidas da bexiga nas mulheres são originadas por uma conexão anómala entre esta e a vagina (fístula vesicovaginal), sem que exista qualquer outro sintoma.
As infecções da bexiga urinária são menos frequentes nos homens e iniciam-se, em geral, com uma infecção na uretra que se estende à próstata e posteriormente à bexiga. Por outro lado, uma infecção da bexiga pode ser provocada por um catéter ou por um instrumento utilizado durante um acto cirúrgico.

Sintomas
As infecções da bexiga em geral produzem uma frequente e urgente necessidade de urinar e uma sensação de ardor ou dor durante a micção. Em geral, a dor sente-se por cima do púbis e, muitas vezes, também na parte inferior das costas. Outro sintoma é a micção frequente durante a noite. Amiúde, a urina é turva e em aproximadamente 30 % dos casos contém sangue visível. Os sintomas podem desaparecer sem necessidade de aplicar qualquer tratamento. Por vezes, uma infecção da bexiga não causa sintomas e é descoberta quando se efectua uma análise de urina por outros motivos. As infecções assintomáticas da bexiga são especialmente frequentes nas pessoas de idade avançada, podendo desenvolver como resultado uma incontinência urinária.
Uma pessoa com um mau funcionamento dos nervos da bexiga (bexiga neurogénica) ou que teve de forma ininterrupta uma sonda dentro da mesma pode ter uma infecção da bexiga que não produza sintomas até que se desenvolva uma infecção renal ou apareça uma febre inexplicável.

Tratamento
Nas pessoas de idade avançada, a infecção que não produz sintomas geralmente não exige tratamento.
Como primeira medida, beber uma grande quantidade de líquidos muitas vezes elimina uma leve infecção da bexiga. O jacto da urina empurra muitas bactérias para fora do corpo e as defesas naturais eliminam as restantes.
Antes de prescrever antibióticos, convém ponderar se sofre de alguma perturbação que possa agravar a infecção da bexiga, como uma alteração da sua estrutura ou da actividade nervosa, uma diabetes ou um sistema imunitário debilitado, que pode reduzir a capacidade de combater a infecção. Tais situações podem exigir um tratamento mais enérgico, especialmente porque é provável que a infecção reapareça mal se suspenda o tratamento antibiótico.
A ingestão oral de um antibiótico durante 3 dias, ou inclusive numa única dose, é geralmente eficaz sempre que a infecção não tenha originado complicações. Para infecções mais persistentes, normalmente toma-se um antibiótico durante 7 a 10 dias.
Podem tomar-se antibióticos continuamente em doses baixas, como prevenção (profilaxia) contra a infecção, no caso de pessoas que têm mais de duas infecções da bexiga urinária por ano. O custo anual é apenas uma quarta parte do custo do tratamento de três ou quatro infecções por ano. Normalmente, o antibiótico toma-se diariamente, ou três vezes por semana, ou então imediatamente depois de uma relação sexual.
Para aliviar os sintomas, especialmente a urgência frequente e pertinaz de urinar e a micção dolorosa, utiliza-se uma variedade de medicamentos. Alguns, como a atropina, podem acalmar os espasmos musculares. Outros, como a fenazopiridina, reduzem a dor aliviando os tecidos inflamados. Com frequência, podem-se aliviar os sintomas fazendo com que a urina se torne alcalina, o que se consegue bebendo bicarbonato de sódio dissolvido em água.

Prevenção
A adopção de algumas medidas pode ajudar na prevenção da cistite aguda, principalmente nos casos recorrentes. São elas:

  • Preferir o banho de chuveiro em vez de banho de imersão (banheira),
  • Lavar os genitais e períneo com água e sabonete após defecar ou urinar,
  • Fazer a higiene anal no sentido vagina-ânus, jamais no sentido ânus-vagina,
  • Evitar o uso de sprays, desodorizantes, perfumes ou duches íntimos,
  • Procurar o ginecologista aos primeiros sinais de corrimento ou inflamação vaginal,
  • Tratar a prisão de ventre, se houver,
  • Evitar o uso de calças apertadas (jeans); preferir o uso de roupa íntima de algodão,
  • Alimentar-se correctamente; ingerir frutas, verduras, legumes e outros alimentos ricos em fibras,
  • Beber muito líquido, para promover um aumento da diurese e consequente aumento da frequência urinária, que ajuda a expulsar (lavar) bactérias da bexiga. Para tanto, quaisquer líquidos, excepto os irritantes para a bexiga, são indicados (água, água de coco, chás, sumos, etc.),
  • Evitar bebidas irritantes para a bexiga tais como café, álcool e refrigerantes,
  • Procurar obedecer os avisos de esvaziar a bexiga. Quando a vontade de urinar manifestar-se, evitar prender, segurar ou adiar a micção por muito tempo. Quanto mais tempo a urina com bactérias permanecer dentro da bexiga, mais tempo de multiplicar-se terão estas bactérias,
  • Antes do acto sexual, esvaziar parcialmente a bexiga. Deixar de 30 a 50% de sua capacidade para promover uma espécie de "almofada d’água" que amortecerá o impacto do pénis sobre a uretra e base da bexiga,
  • Urinar imediatamente após o coito, para esvaziar a bexiga e eliminar bactérias que possam ter sido introduzidas durante o acto sexual,
  • Fazer adequada higiene perineal e genital antes e após o acto sexual,
  • Evitar o uso de preservativos não-lubrificados.
gosaude